Mostrando postagens com marcador odívia barros. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador odívia barros. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Todos contra a Pedofilia




Mais comum do que pensamos, mais perto do que imaginamos, mais cruel do que tememos.


"Os crimes de abuso e a exploração sexual contra crianças e adolescentes acontecem em grande quantidade, todos os dias, em todas as classes sociais e em todas as cidades do nosso Brasil... ocorrem no interior das residências, nas escolas, na rua, no campo, na internet... A grande maioria desses delitos fica sem apuração, as vítimas não recebem o devido atendimento, os criminosos não são alcançados para a devida punição".             Casé Fortes, promotor de Justiça - MG
18 de maio é o dia nacional de combate ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes. Vista preto e proteste contra a violência infantil.







Ensine seu filho a se proteger! Super recomendo!!
Segredo segredíssimo é o primeiro e único livro infantil que aborda o tema para crianças e orienta que elas se defendam de situações indesejadas, não guardando segredo, fato muito comum. Confira post aqui do blog!

Conheça mais sobre a campanha TODOS CONTRA A PEDOFILIA, lendo a petição para o Senado Federal.







Constituição FederalArt. 227 - É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.
§ 4.º A lei punirá severamente o abuso, a violência e a exploração sexual da criança e do adolescente.

Estatuto da Criança e do Adolescente, lei 8.069/90
Art. 5° - Nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão, punido na forma da lei qualquer atentado, por ação ou omissão, aos seus direitos fundamentais.
Art. 241 - Apresentar, produzir, vender, fornecer, divulgar ou publicar, por qualquer meio de comunicação, inclusive rede mundial de computadores ou internet, fotografias ou imagens com pornografia ou cenas de sexo explícito envolvendo criança ou adolescente: Pena - reclusão de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa.
§ 1º Incorre na mesma pena quem:
I - agencia, autoriza, facilita ou, de qualquer modo, intermedia a participação de criança ou adolescente em produção referida neste artigo;
II - assegura os meios ou serviços para o armazenamento das fotografias, cenas ou imagens produzidas na forma do caput deste artigo;
III - assegura, por qualquer meio, o acesso, na rede mundial de computadores ou internet, das fotografias, cenas ou imagens produzidas na forma do caput deste artigo.
§ 2º A pena é de reclusão de 3 (três) a 8 (oito) anos:
I - se o agente comete o crime prevalecendo-se do exercício de cargo ou função;
II - se o agente comete o crime com o fim de obter para si ou para outrem vantagem patrimonial.

CAMPANHA PÚBLICA CONTRA A PORNOGRAFIA INFANTIL NA INTERNET

Quem insere fotos de conteúdo sexual envolvendo crianças ou adolescentes na Internet, segundo o artigo 241 do Estatuto da Criança e do Adolescente, está cometendo um crime. A pessoa que fizer essa publicação está sujeita às penalidades do artigo acima citado.
É bom ressaltar que somente a publicação de fotos envolvendo crianças e adolescente constitui crime. Publicar fotos de adultos não é crime.
Se você encontrou alguma página na Internet com imagens de crianças e/ou adolescentes submetidos a situações constrangedoras, poses sensuais ou atos sexuais, denuncie!
Copie o endereço da página e envie para o UNICEF! Não envie fotos, pois você poderá ser acusado de repassar material pornográfico infantil.

Como denunciar casos de violência sexual
Conselhos Tutelares – Os Conselhos Tutelares foram criados para zelar pelo cumprimento dos direitos das crianças e adolescentes. A eles cabe receber a notificação e analisar a procedência de cada caso, visitando as famílias. Se for confirmado o fato, o Conselho deve levar a situação ao conhecimento do Ministério Público.
Varas da Infância e da Juventude – Em município onde não há Conselhos Tutleares, as Varas da Infância e da Juventude podem receber as denúncias.
Outros órgãos que também estão preparados para ajudar são as Delegacias de Proteção à Criança e ao Adolescente e as Delegacias da Mulher.

OU DISQUE 100
O serviço do Disque Denúncia Nacional de Abuso e Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes é coordenado e executado pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República.

Por meio do 100, o usuário pode denunciar violências contra crianças e adolescentes, colher informações acerca do paradeiro de crianças e adolescentes desaparecidos, tráfico de pessoas – independentemente da idade da vítima – e obter informações sobre os Conselhos Tutelares.

O serviço funciona diariamente de 8h às 22h, inclusive nos finais de semana e feriados. As denúncias recebidas são analisadas e encaminhadas aos órgãos de defesa e responsabilização, conforme a competência, num prazo de 24h. A identidade do denunciante é mantida em absoluto sigilo.

Fonte: site da UNICEF: http://www.unicef.org.br/

domingo, 28 de agosto de 2011

Segredo Segredíssimo

Toda mãe dá mil recomendações aos filhos:

Não fale com estranhos!
Cuidado ao atravessar a rua!
Não ande sozinho!
...
Mas tem uma recomendação que sempre fica em segredo... e quase sempre é esquecida... Dificilmente mães e pais falam sobre os riscos da pedofilia com seus filhos.

Falar com nossos filhos sobre pedofilia?? Sim, exatamente e principalmente! Mas como?? 

Esta é justamente a luta pessoal e profissional de Odívia Barros, escritora do livro Segredo Segredíssimo, que foi vítima e - depois de adulta, casada e mãe - descobriu que a maneira de tratar do assunto com as crianças poderia estar em um livro com uma linguagem própria do universo infantil e escrito sob a ótica da criança. Em entrevista, Odília explica:
"...costumamos ensinar aos nossos filhos: não falar com estranhos, por exemplo. Mas como podemos esperar que uma criança se defenda de algo que fingimos não existir? Como uma criança pequena pode imaginar que uma pessoa da família ou um amigo que frequenta a sua casa vai fazer mal a ela? É responsabilidade dos adultos proteger as crianças. É responsabilidade dos adultos mostra que o perigo existe e que é possível se defender revelando o ocorrido".


Odívia está coberta de razão. Resta a nós, mães e pais, nos unirmos nesta luta e apoiarmos esta campanha. Antes que um dos meus leitores pense que este assunto não lhe interessa ou lhe diz respeito, aqui vão mais argumentos:

  • Não. A pedofilia não acontece apenas nas classes menos instruídas, mais pobres.
  • Não. A pedofilia não acontece apenas em famílias desestruturadas.
  • A pedofilia é mais comum do que a gente sabe e está mais perto do que a gente pensa.
  • Os pedófilos são pessoas aparentemente normais, que têm família (a maior parte dos casos é da própria família da vítima), têm amigos, trabalham, ou seja, passam despercebidos.

A experiência da leitura
Comprei o livro e li com meu filho de 5 anos.

O conto - que tem pouco texto e bastante ilustração - narra a história de Adriana, uma menina triste, que tem um "segredo segredíssimo" e resolve contar à sua amiga Alice: o "tio" queria fazer "brincadeira de adulto" com ela. A amiga, então, dá um conselho conselhíssimo: contar o segredo para a mãe.

Não vou mentir que fiquei um pouco nervosa, por não saber qual seria a reação do meu filho e se seria a hora certa, mas confiei no trabalho de Odília e na sua experiência, além do fato do livro estar sendo recomendado por educadores, psicólogos e psicopedagogos.

Meu filho resumiu a história apontando para o "tio": "Esse é o malvadão, é, mãe?"

Eu aproveitei para falar da parte que acho mais importante, talvez para a idade dele: quando a "mocinha" contou o segredo para a "mãe heroína", a mãe mandou o "malvadão" embora. Ele nunca mais voltou e elas "viveram felizes para sempre".

O mais importante é a criança saber que tem a mãe e o pai para protegê-la e que pode contar para eles e contar com eles. E que qualquer coisa que a incomode deve ser falada para a mãe ajudá-la.

O objetivo da autora - e agora nosso também - é fazer com que este assunto deixe de ser segredo, deixe de ficar guardado, pois como ela diz, isso só vai proteger os abusadores. Vamos orientar e alertar nossos filhos para prevenir algo que dificilmente pode ser remediado...

E como diz Odívia em sua biografia: "Que este livro possa impedir outras histórias iguais".


Blog de Odívia Barros: http://odiviabarros.blogspot.com/

Livro recomendado para crianças a partir de 5 anos.

Abaixo clipe da campanha Carinho de Verdade, que conta com a participação de Xuxa, Ivete Sangalo e outros artistas importantes - contra a exploração sexual de crianças e adolescentes.