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domingo, 12 de maio de 2013

Feliz dia das babás!




A semana de uma mãe é corrida. E que esforço fazemos para sair de casa e cumprir nossas obrigações, deixando nossos filhos! O coração fica apertado. A cabeça fica pensando neles. E pra que a gente possa sair pela porta tranquila, precisamos de um braço direito em quem a gente confie.

Mãe é insubstituível, mas muitas de nós precisam de alguém que cuide das crianças na nossa ausência, ajudando-as na sua rotina e nas suas necessidades básicas. Alguém para dar comida, apartar briga de irmãos, dar banho, estar atenta à sua segurança, auxiliá-los no banheiro, aprontá-los para a escola e outras atividades, brincar e fazer companhia. Isso sem contar nas outras tarefinhas que muitas vezes elas são responsáveis como lavar e passar as roupinhas, limpar e arrumar o quarto, preparar a comida e outras mais.

Elas estão ali no dia-a-dia deles, fazendo parte da vida deles e, para quem der sorte, conquistando o carinho deles. Elas são nosso braço direito e merecem todo nosso respeito e admiração. E assim, ao se despedir da minha família na sexta-feira, nossa babá nos desejou "Feliz Dia das Mães". Foi quando, de imediato, meu menorzinho sabiamente respondeu: "Feliz Dia das Babás", como que reconhecendo que neste dia elas também merecem ser lembradas e homenageadas, como braço direito das mães. As crianças compreendem tudo.


Fica aqui minha homenagem a essas mulheres que muitas vezes deixam os próprios filhos em casa para cuidar dos nossos; para essas mulheres que se preocupam com os nossos filhos compartilhando o seu instinto maternal; para essas mulheres que vêem realidades diferentes na criação dos nossos filhos e dos seus próprios filhos e que, como nós, saem de casa deixando o filho com o coração apertado.

Feliz Dia das Babás!



Nota de esclarecimento:
Infelizmente, para algumas mães, as babás são também o braço esquerdo, as pernas e outras partes do corpo... Algumas mães não conseguem sobreviver 24h sem alguém que cuide do seu filho por elas. E algumas mães acham que cuidar do próprio filho, limpar o próprio filho, alimentar o próprio filho, brincar com o próprio filho, etc. é tarefa exclusiva de babás. Eu discordo. E levanto a bandeira sempre que posso a favor das mães participativas, que não se deixam ser substituídas. Afinal, mesmo com toda ajuda que recebemos, nada substitui o cuidado e o carinho de uma mãe com seu próprio filho. Mãos à obra, mamães! Este é o trabalho mais gratificante do mundo.


DICA DE FILME
Indico o filme Histórias Cruzadas, que conta a história de uma jovem aspirante a escritora de uma pequena cidade no estado do Mississipi, anos 60. Ela começa a entrevistar as mulheres negras da cidade, que deixaram suas vidas para trabalhar na criação dos filhos da elite branca. Vale muito a pena assistir e refletir.





quarta-feira, 27 de março de 2013

PEC das domésticas. E as mães como ficam?


O mercado de trabalho doméstico entrando em rebuliço... E as mães, alguém já se perguntou como ficam?

Acho super merecidos os direitos que serão adquiridos. Assim como os empregados de uma empresa, os empregados domésticos de fato precisavam de uma regulamentação que lhes protegesse e garantisse benefícios. Porém, os dois lados da moeda precisam ser observados. E essa mudança cultural e econômica é difícil de ser assimilada e ajustada de uma hora para outra.

Economicamente falando, muitas famílias não terão mais condições de arcar com os custos de uma empregada. Consequentemente, muitas delas perderão o emprego.

Culturalmente falando, transformar a "relação familiar" que existe em muitas famílias com as pessoas que trabalham em casa em uma relação meramente comercial não é o ideal para quem tem filhos pequenos. E por "relação familiar" não me refiro à informalidade, não, me refiro ao relacionamento carinhoso que existe (ou deveria existir) em muitas famílias com aquelas que cuidam dos seus filhos.

Agora vai se iniciar uma guerra? Uma guerra por controle de livro de ponto, por pagamento de hora extra, por intervalo de almoço...?

Por outro lado, vai ser muito bom ver muitas mães voltando a serem mães integralmente... Sim, por que o que farão aquelas mães que "não conseguem" acordar de madrugada e transferem esta responsabilidade às babás?? E o que farão aquelas mães que não vivem 1 minuto sem babá? Mudança de paradigma!

Quanto a isso, não me queixo, o que vai ser difícil mesmo é conciliar o horário de trabalho das mães com as 8h diárias da babá. Vejam bem, para que uma mãe possa trabalhar, é necessário que a babá esteja em casa antes dela e que só saia quando ela retornar. Considerando uma mãe que trabalha 8h, fora o horário do almoço, a babá deve aguardar até que ela chegue, trabalhando horas a mais. Se é justo ou não, acredito que seja algo peculiar desta função. Nas empresas não haverá concessão para que as mães possam sair mais cedo, concordam? E não me venham com essa história de largar o emprego, pois mãe também tem carreira.

Aí, muitos pais terão que fazer rodízio, vão deixar as crianças até mais tarde na escola ou vão apelar para as avós, tias, vizinhas! Meus Deus! Estou um pouco aliviada por meus meninos estarem maiores agora. É bem mais complicado para quem tem bebês.

Mas no fundo, quem mais será afetado são os patrões que ainda insistiam na "clandestinidade", não assinavam carteira ou recolhiam INSS ou pagavam menos que o mínimo. Isso realmente é impensável e será muito justo se a lei conseguir evitar.

A cultura brasileira é muito dependente do trabalho doméstico, diferentemente de outros países da Europa ou Estados Unidos por exemplo. Não temos uma vida prática nem uma boa assistência de como deixar nossos filhos. Mas vamos ter que nos adaptar à nova realidade. Ao mesmo tempo, os empregados domésticos pecisarão lutar para manter vivo este emprego, que acolhe grande parte da população.


Imagem do site Extra.globo.com


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