A semana de uma mãe é corrida. E que esforço fazemos para sair de casa e cumprir nossas obrigações, deixando nossos filhos! O coração fica apertado. A cabeça fica pensando neles. E pra que a gente possa sair pela porta tranquila, precisamos de um braço direito em quem a gente confie.
Mãe é insubstituível, mas muitas de nós precisam de alguém que cuide das crianças na nossa ausência, ajudando-as na sua rotina e nas suas necessidades básicas. Alguém para dar comida, apartar briga de irmãos, dar banho, estar atenta à sua segurança, auxiliá-los no banheiro, aprontá-los para a escola e outras atividades, brincar e fazer companhia. Isso sem contar nas outras tarefinhas que muitas vezes elas são responsáveis como lavar e passar as roupinhas, limpar e arrumar o quarto, preparar a comida e outras mais.
Elas estão ali no dia-a-dia deles, fazendo parte da vida deles e, para quem der sorte, conquistando o carinho deles. Elas são nosso braço direito e merecem todo nosso respeito e admiração. E assim, ao se despedir da minha família na sexta-feira, nossa babá nos desejou "Feliz Dia das Mães". Foi quando, de imediato, meu menorzinho sabiamente respondeu: "Feliz Dia das Babás", como que reconhecendo que neste dia elas também merecem ser lembradas e homenageadas, como braço direito das mães. As crianças compreendem tudo.
Fica aqui minha homenagem a essas mulheres que muitas vezes deixam os próprios filhos em casa para cuidar dos nossos; para essas mulheres que se preocupam com os nossos filhos compartilhando o seu instinto maternal; para essas mulheres que vêem realidades diferentes na criação dos nossos filhos e dos seus próprios filhos e que, como nós, saem de casa deixando o filho com o coração apertado.
Feliz Dia das Babás!
Nota de esclarecimento:
Infelizmente, para algumas mães, as babás são também o braço esquerdo, as pernas e outras partes do corpo... Algumas mães não conseguem sobreviver 24h sem alguém que cuide do seu filho por elas. E algumas mães acham que cuidar do próprio filho, limpar o próprio filho, alimentar o próprio filho, brincar com o próprio filho, etc. é tarefa exclusiva de babás. Eu discordo. E levanto a bandeira sempre que posso a favor das mães participativas, que não se deixam ser substituídas. Afinal, mesmo com toda ajuda que recebemos, nada substitui o cuidado e o carinho de uma mãe com seu próprio filho. Mãos à obra, mamães! Este é o trabalho mais gratificante do mundo.
DICA DE FILME
Indico o filme Histórias Cruzadas, que conta a história de uma jovem aspirante a escritora de uma pequena cidade no estado do Mississipi, anos 60. Ela começa a entrevistar as mulheres negras da cidade, que deixaram suas vidas para trabalhar na criação dos filhos da elite branca. Vale muito a pena assistir e refletir.


