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quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Justiça com as próprias mãos - não ao bullying!





Há algum tempo, meu filho de 6 anos queixava-se de que havia uma criança na escola que apontava para ele e ria toda vez que se cruzavam no corredor. Eu perguntei se era só isso e pedi informações sobre a criança e os momentos em que acontecia. Ele me informou que era um menino mais velho da sala do lado. Tentei convencê-lo a não ligar (não havia violência física nem verbal). Como o incômodo continuava, passei a orientá-lo que reagisse com aquelas velhas frases: "qual o problema?", "nunca me viu não?", etc.

Meu filho é um pouco tímido e era difícil convencê-lo a reagir. Orientei que ele comunicasse à professora ou à coordenadora que aquilo estava o incomodando.

Um certo dia, no caminho para sua sala, ele me fala: "Ali, mãe! Olha ali o menino que te falei que ri de mim!". Quando me virei, o tal menino estava fazendo justamente tudo aquilo que ele me descrevia: colocava a mão na boca e ria, apontando para o meu filho. Como uma legítima mãe superprotetora (e que levanta a bandeira anti-bullying), confesso que quebrei o "tratado das mães" ("não chamar a atenção do filho alheio!") e fiz "justiça com minhas próprias mãos"* (rsrsrs).

Perguntei:
- Ô... por quê você ri dele?

O menino, sem graça, respondeu:
- Eu gosto de brincar com ele.

Eu falei:
-Mas ele não gosta desta brincadeira! Eu gostaria que você não fizesse mais, certo? Quando você quiser brincar com ele, é só chamá-lo, mas não faça mais isso porque ele não gosta.

Ele respondeu que tudo bem.

Antes que eu me esquecesse, perguntei (quase que anotando num caderno... rs):
- Qual o seu nome??

Anotei na memória!!

O menino saiu. Meu filho ficou orgulhoso, sentiu-se aliviado e, mais do que isso, acho que aprendeu que é possível resolver as coisas com uma conversa, falando do que não gosta e pedindo para o colega parar. Muito mais do que superprotegê-lo (antes até que me condenem!!), nesta situação, quis dar o exemplo, mostrar a ele como é possível resolver situações de conflito dialogando. 






*Atenção! "Justiça com as próprias mãos" foi só um termo que utilizei para brincar com as palavras. A justiça foi feita com uma simples conversa! rs


quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Superprotetora, eu?



Muito preconceito existe a respeito das mães superprotetoras. No início, cheguei a negar o rótulo, mas hoje aceito com a maior naturalidade e até um pouco de orgulho. Eu penso que é melhor proteger demais... do que de menos!!!

Além disso, não é uma decisão que se toma conscientemente: "eu vou ser" ou "eu não vou ser". Antes de finalmente "ser", você nunca saberá qual será seu estilo de mãe. Portanto, nada de criticar o comportamento das outras mães. É muito instintivo esse, digamos, excesso de cuidado.

O fato é que criança não é brinquedo. Todo cuidado e toda atenção nem sempre são suficientes. Mãe que é mãe se preocupa com tudo: violência, acidentes e até os cuidados com a higiene, alimentação, amizades e riscos do dia-a-dia.

Sei das consequências psicológicas que meus filhos podem vir a ter, mas sei também dos benefícios por terem uma mãe tão atenciosa e que cuida deles com tanta dedicação e carinho.

Aos que querem chamar de superproteção, aceito o título. Já falei aqui que sou "super" em tudo: super apaixonada, super entusiasmada, super dedicada, super esforçada, super protetora, super normal, SUPER MÃE!!




E para quem é Super Mãe como eu, confira o check list que a Nestlé preparou para cada ocasião. Cliquem nos links abaixo!

Dia-a-dia

Cuidados ao ar livre

Casa segura

Cuidados com o sol

Cuidados na cozinha

Circuito do Banho