Há algum tempo, meu filho de 6 anos queixava-se de que havia uma criança na escola que apontava para ele e ria toda vez que se cruzavam no corredor. Eu perguntei se era só isso e pedi informações sobre a criança e os momentos em que acontecia. Ele me informou que era um menino mais velho da sala do lado. Tentei convencê-lo a não ligar (não havia violência física nem verbal). Como o incômodo continuava, passei a orientá-lo que reagisse com aquelas velhas frases: "qual o problema?", "nunca me viu não?", etc.
Meu filho é um pouco tímido e era difícil convencê-lo a reagir. Orientei que ele comunicasse à professora ou à coordenadora que aquilo estava o incomodando.
Um certo dia, no caminho para sua sala, ele me fala: "Ali, mãe! Olha ali o menino que te falei que ri de mim!". Quando me virei, o tal menino estava fazendo justamente tudo aquilo que ele me descrevia: colocava a mão na boca e ria, apontando para o meu filho. Como uma legítima mãe superprotetora (e que levanta a bandeira anti-bullying), confesso que quebrei o "tratado das mães" ("não chamar a atenção do filho alheio!") e fiz "justiça com minhas próprias mãos"* (rsrsrs).
Perguntei:
- Ô... por quê você ri dele?
O menino, sem graça, respondeu:
- Eu gosto de brincar com ele.
Eu falei:
-Mas ele não gosta desta brincadeira! Eu gostaria que você não fizesse mais, certo? Quando você quiser brincar com ele, é só chamá-lo, mas não faça mais isso porque ele não gosta.
Ele respondeu que tudo bem.
Antes que eu me esquecesse, perguntei (quase que anotando num caderno... rs):
- Qual o seu nome??
Anotei na memória!!
O menino saiu. Meu filho ficou orgulhoso, sentiu-se aliviado e, mais do que isso, acho que aprendeu que é possível resolver as coisas com uma conversa, falando do que não gosta e pedindo para o colega parar. Muito mais do que superprotegê-lo (antes até que me condenem!!), nesta situação, quis dar o exemplo, mostrar a ele como é possível resolver situações de conflito dialogando.
*Atenção! "Justiça com as próprias mãos" foi só um termo que utilizei para brincar com as palavras. A justiça foi feita com uma simples conversa! rs

Qd eu era pequena até minha adolescência sofri muito com Bullyng, mas lá em casa era diferente. Se eu chegasse em casa chorando apanharia de novo. Mas com meu filho quero ser diferente. Venha conhecer meu blog. Bjs
ResponderExcluirhttp://matheusmeucoracao.blogspot.com.br/