domingo, 15 de setembro de 2013

Criança, a alma do negócio




Hoje é o dia do cliente. E aí eu descobri mais um documentário, no mesmo caminho de "O Renascimento do Parto" e de "Muito Além do Peso", que vem nos alertar sobre um tema também muito importante: o consumismo infantil.

Desde quando criança quer tudo? Desde que a gente permitiu isso, começou a atender todos os pedidos e desde que a publicidade encontrou este pote de ouro.

A mídia está atenta a isso. Vocês já observaram que tem propagandas de produtos para adultos que usam mascotes, bichinhos ou linguagem infantil? Carros (lembram daquele pônei chato?), alimentos, eletrodomésticos, dentre outros produtos, hoje querem atingir as crianças, porque, segundo pesquisa divulgada no documentário, 80% da influência de compra de uma casa vem das crianças, essas pequenas poderosas.

E com tanto apelo, o consumismo se enraizou nas crianças. Hoje elas só usam roupa de marca, já possuem celular, escolhem os alimentos pelos personagens que estão na embalagem, querem ir ao salão toda semana, querem tudo que veem na televisão, não tiram o olho das vitrines...

As festas infantis viraram um mega evento, onde a preocupação menor é em ver a criança brincar! Preocupam-se com a mesa de guloseimas, em uma decoração fantástica, com um bolo de três andares que é quase todo falso e com uma lembrancinha que é melhor do que o presente. Ganham mais brinquedos do que conseguem brincar.

No Natal, ganham tudo que querem ganhar, não importa o preço. Pais se endividam, mas não deixam de atender às manhas e pedidos. E com tão pouca idade, as meninas já frequentam salão de beleza infantil, tornando-se consumistas de mais um serviço que deveria ser só para adultos. E a alimentação? Uma vergonha que mal conhecem hoje em dia frutas e verduras. Estão envoltas nos alimentos industrializados, vendidos em propagandas. Alimentos carregados de sal, açúcar e muitas coisas mais. E os pais não conseguem dizer não, porque preferem praticidade à saúde.

E ninguém percebe que a mídia coloca a criança contra os próprios pais. Colocam os pais como vilões quando eles dizem não. E a publicidade está dentro da nossa casa, nos comerciais dos programas infantis. Em muitos países, a publicidade infantil já é regulamentada e várias coisas são proibidas, a exemplo de comerciais nos intervalos dos desenhos animados. Eu, particularmente, vejo mais propaganda do que os programas em si, quando meus filhos estão assistindo televisão.

"Está comprovado que a publicidade infantil contribui para hábitos insustentáveis, obesidade infantil, estresse familiar, adultização na infância, diminuição de brincadeiras criativas, violência, consumo precoce de bebidas alcoólicas, dentre outros". (Instituto Alana)

E não esqueçam: "A criança só vai se desenvolver com o contato com a frustração, com o 'não pode". (mensagem de uma psicóloga no filme).

Então, vamos lutar contra essa pressão de consumo. Vamos dizer não quantas vezes forem preciso. Nossas crianças não podem ter tudo que querem. Vamos deixar que tenham tempo para brincar, ao invés de ir para o salão, vamos estimular que brinquem com a sua imaginação e criatividade, vamos passear em outros lugares que não apenas no shopping.

E, depois de tanto falar, segue o vídeo! É longo, mas bem interessante!






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