sábado, 21 de setembro de 2013

A fala de uma criança ao seu cãozinho




Todos os pais deveriam ser amorosos... no mínimo... É muito triste ligar a televisão, abrir o jornal ou acessar a internet e ver tantas histórias horrorosas por aí, em que as crianças são maltratadas. Mas é mais triste ainda saber que não é só na televisão, no jornal ou na internet... esta realidade está dentro de muitas casas. São famílias desestruturadas que não são capazes de proteger suas crianças. E quantas delas são maltratadas, abusadas, abandonadas, trancadas em casa, esquecidas dentro de carros, espancadas... ou simplesmente quantas delas não recebem o amor dos pais, recebem palmadas ou são ignoradas? E em que adulto vão se transformar?

Pois a resposta às vezes vem silenciosa, como neste texto:


A fala de uma criança ao seu cãozinho


"Eu não sei o que aconteceu hoje...
Ouvi minha mãe gritando logo cedo com meu pai
E pensei que alguma coisa estava errada.
Fui até ela e tentei lhe dar um abraço para confortá-la e ela me disse: 'Não me amole, menino, estou ocupada agora'.

Eu não sei o que eu fiz de errado porque ela mandou eu me apressar e ir para fora rapidinho.
Eu arrumei minha cama do melhor jeito.
Eu tentei tomar o meu leite bem depressa para não deixá-la ainda mais nervosa.
E, sem querer, derrubei leite na minha camisa limpa.

Eu penso que ela não me ouviu
Quando eu pedi desculpas
Pois ela me bateu realmente forte, veja só,
E me chamou de nomes engraçados
E me falou que eu era realmente ruim
E que eu deveria ficar envergonhado.

Quando eu disse "eu te amo, mamãe"
Acho que ela não entendeu,
Porque ela gritou comigo e mandou eu fechar minha boca.

Eu não sei o que fazer, amiguinho...
Eu gosto da minha mamãe
Mas eu não entendo porque os adultos batem nas crianças tão forte.
acho que eles esquecem como são grandes.

Eu queria que você conversasse comigo e me ajudasse a encontrar um jeito de dizer para todos os pais que as crianças não precisam ser machucadas para aprender.
Essa dor que sinto no corpo vai passar, mas a dor de dentro nunca sara e faz meu coração ficar frio...
Eu sei que você nunca me machucaria, amiguinho..."

(adaptação de texto de Cindy Pike Dunning)

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