O renascimento do parto.... o renascimento de um conceito... o renascimento de um direito. É essa a proposta do filme O Renascimento do Parto", uma esperança ao ato de dar à luz, uma força para fazer as mulheres acordarem e lutarem pelos seus direitos.
O caminho natural das coisas é evoluir... não foi isso que aconteceu com o parto. Quando o parto saiu das casas e foi parar nos hospitais, as mulheres perderam seu direito de escolher como parir e deixaram-se enganar pela falsa facilidade de uma cesárea. Facilidade que beneficia médicos, hospitais, planos de saúde.
"Depois de milhões de anos nascendo segundo as leis da natureza, a humanidade entendeu que podia otimizar este processo."
Há milênios a mulher sabe parir. Seu corpo foi feito para isso. Não há porque duvidar. Mas desaprendemos, porque gerações de mulheres não entram mais em trabalho de parto. As mulheres não sabem mais parir. As mulheres têm medo do parto natural, mas não têm medo de um bisturi. Um bisturi que lhes corta a carne numa agressividade brutal e lhes arranca um feto que estava acolhido no ventre, esperando a hora certa chegar. As mulheres têm medo de parir porque são desencorajadas todos os dias, por todos os motivos, por todos os mitos, por todos que lhes cercam: pela televisão, pelos médicos e enfermeiros, pela prima da amiga da vizinha.
As mulheres são vítimas da desinformação, dos maus conselhos, da mentira, dos mitos. O parto virou uma indústria, com toda a sua mecânica. Tem hora de nascer, tem posição para nascer, tem uma série de procedimentos, de botões, de controles, de papéis e anotações.
E para piorar, o bebê quando nasce entra na linha industrial no mesmo ritmo em que já estava. Nos seus primeiros minutos de vida, ele não é acolhido pela mãe, acalentado, acalmado, amado. É chacoalhado, medido, pesado, carimbado, testado. Colocam-lhe colírio, aspiram-lhe a boca e as narinas, preenchem papéis, dão-lhe notas. Há milênios os bebês nascem com tudo isso que não lhes faz mal: com o vernix sobre a pele, com muco na boca, com os olhos melados, com o cordão interligado. Nunca houve tanta pressa em transformar os recém nascidos em bebês limpos e engomados. Lembro que levei mais de 5h para ter meus filhos em meus braços. Por quê? Para ficarem em um berçário sendo observados por enfermeiras mal formadas, que estão apenas cumprindo horas de trabalho, enquanto nosso filho faz sua estreia no mundo? Não é assim nos países desenvolvidos. Por que nós brasileiras aceitamos este atraso? Nos países desenvolvidos uma taxa aceitável de cesáreas gira em torno de 20%. No Brasil já ultrapassou os 50%.
VOCÊ SABIA?
O maldito colírio que pingam nos primeiros instantes de vida como uma prática rotineira é para "prevenir infecção apenas aos portadores de gonorreia!"
"O bebê ganha cerca de 100ml a mais de sangue pelo cordão umbilical até o terceiro minuto de vida, o que é um volume considerável para um bebê. Esse aporte sanguíneo previne anemia no primeiro ano de vida".
"A verdade é que toda mulher entra em trabalho de parto, mais cedo ou mais tarde. Ela só não vai entrar em trabalho de parto se a operarem antes disso".
Pra quê a pressa?
Lute pelo que é melhor para você. Lute pela chegada natural do seu bebê. Lute pelo seu direito de parir. Lute contra a indústria do parto, contra a pressa do médico, contra os mitos, contra a desinformação.
TRAILER DO FILME
Obs: quando terminar o filme, observe os créditos ao final. Tem uma lista enorme com o nome de um monte de gente. São os "benfeitores", pessoas que colaboraram financeiramente para que o filme fosse para o cinema.
SITE OFICIAL: http://www.orenascimentodoparto.com.br
Este filme deve ser assistido por todas as pessoas maiores de 12 anos que um dia serão pais ou mães ou que um dia poderão ser médicos. A educação e a informação deve começar desde cedo.
Assistam!



Quero assistir, sou extremamente a favor do parto normal, tive três e sou muito feliz pelo parto natural. Cesariana só qdo há possibilidade de risco para a mãe e o bebê.
ResponderExcluirQuero assistir o filme, com certeza!
#amigacomenta
Adoro os posts que estão rolando pela blogosfera sobre o filme.
ResponderExcluirQuando pari a minha primeira, de parto normal sem anestesia mas com algumas intervenções, percebi o quanto estamos MESMO preparadas para isso, a natureza da gestação é essa, nos preparar!
beijos
Lele
www.eueleeascriancas.com.br
Excelente texto! Me emocionou tanto quanto o filme!
ResponderExcluirAs mulheres, além de terem desaprendido a parir, também desaprenderam a amamentar =(