De carona na reportagem de capa da Revista Época desta semana, que fala sobre "Filhos e Felicidade", faço deste post meu desabafo (que não deixo de fazer em todos os posts que escrevo!). A Revista levanta a questão "Ter filhos traz mesmo felicidade?" e fala sobre situações ruins pelas quais passam pais e mães, desmistificando que a maternidade/ paternidade seja um conto de fadas.
Eu sou uma defensora assumida da maternidade. Já falei aqui muito sobre ser ou não ser mãe, que ser mãe é o maior poder do ser humano, de quanto realmente custa um filho e que benditas sejam as grávidas. Já até comemorei a bagunça!
Mas eu já escrevi também sobre as dificuldades em ser mãe. Falei que mãe tem que ser forte, já confessei que os filhos são complicados e perfeitinhos, listei os 10 incômodos do pós-parto, citei os deveres de quem pariu Mateus..., falei do Triângulo Amoroso, confessei que não sobra tempo pra Mãe, abri o jogo sobre os momentos de malcriação, que um é pouco, dois é bom e três... e que mãe tem que se virar nos 30.
Mas já que a reportagem cita que a sociedade esconde o lado ruim da maternidade e resolve trazer à tona os problemas causados por ela, eu vou confessar mais:
Há 6 anos não assisto mais televisão.
Cinema em minha programação é luxo.
Não durmo o quanto preciso.
Durante anos acordei muitas e muitas vezes de noite.
Já chorei de cansaço.
Sofria ao amamentar.
Já me senti frustrada por achar que não sabia educar.
Gasto mais do que deveria.
Raramente vou ao shopping.
Tenho trauma do pós-parto.
Fui chamada de grávida depois de parir.
Não tinha roupa que cabia em mim.
Evito saias e tomara que caia.
Não uso mais biquini.
Sobram apenas 10 minutos para eu me arrumar.
Só leio livros infantis.
Evito sair para almoçar.
Minha casa vive bagunçada, com paredes riscadas e manchas de comida no sofá.
Sinto culpa por tudo e qualquer coisa...
Mas amo! Amo muito tudo isso. E querem saber? Não trocaria por nada.
Não quero assistir televisão.
Não quero ir ao cinema nem sair para almoçar.
Não quero dormir muito.
Não quero meu corpo de antes.
Não quero uma casa arrumada.
Não sinto saudades do shopping nem quero sair às compras.
Não quero uma hora para me arrumar.
Não quero economizar.
Não quero férias dos meus filhos e não quero descansar.
Jamais imaginaria voltar atrás. Jamais imaginaria minha vida sem eles.
E é por tudo isso que veio em boa hora a mensagem do post anterior: "Respira, mamãe!", com belos conselhos para as mães cansadas:
"Não se esqueça desses abraços e não os negue nunca. Pode ser que daqui a alguns anos, os abraços que você sinta falta sejam aqueles que você não deu." (autor desconhecido).
Quem disse que a vida é fácil?
Quem reclama do próprio filho esquece quem foi que o educou. O problema não está nas crianças, está na criação delas. E está nas prioridades que elegemos.
Essas são as coisas que eu acredito e que eu resumi dos meus posts anteriores:
- A vida passa depressa. Não se arrependa por ter visto ela passar sozinho.
- Ser mãe é um trabalho danado! Um trabalho apaixonante e recompensador, mas duro!
- Filhos são complicados e perfeitinhos. Mas são tudo que a gente sempre quis.
- Não há nada mais gratificante na vida do que um filho!
- Vamos viver nossa maternidade e principalmente curtir todas as coisas boas que ela nos traz!
- A vida é uma só. Sozinho ninguém vive. Dividir a vida com um filho (ou mais de um) é o paraíso. E se a questão ainda é "ser ou não ser"... seja! Seja mãe um dia!!!



