"Mãe, você entrega minha carta no correio? Mas não abra, viu? Você não pode saber o que eu pedi!"
(...)
"Tive uma ideia! Vou filmar a noite toda para ver quem entrega os presentes!"
(...)
"Por que veio na embalagem da loja? E por que na etiqueta tem a data?"
(...)
"Pai, por que meu avô perguntou onde você comprou? Não foi o Papai Noel?"
Quando a criança chega na idade dos questionamentos, vai chegando às suas próprias conclusões. O legal da descoberta não é quando o primo mais velho chega de repente e conta, mas quando a própria criança descobre por si só, usando a lógica, que nosso bom velhinho não passa de uma lenda...
"Mas se eu descobrir que foi meu pai, eu vou ficar muito triste, porque ele mentiu para mim..."
"A descoberta da verdade deve acontecer espontaneamente, ou seja, os pais não precisam se encarregar dessa tarefa. 'As famílias não têm de desmascarar a fantasia dos pequenos. Por que impedir a criança de vivenciar essa magia mais um pouco? É preciso respeitar o tempo de cada criança", defende a psicoterapeuta e contadora de histórias Alessandra Giordano. Ela afirma que a criança só vai sair magoada e frustrada se a ruptura for abrupta, destrutiva. "Do contrário, o que tende a ficar é uma gostosa recordação." O fato é que a criança não descobre a verdade de uma hora para outra. Ela começa a desconfiar aos poucos, observando as manobras da família (por exemplo, tirando-a da sala para o Papai Noel poder deixar os presentes), ouvindo cochichos, percebendo olhares. São evidências, mas ela só vai reuni-las - e tirar alguma conclusão lógica - quando tiver maturidade para isso". (Educar para Crescer)
Não devemos mentir para as crianças. Podemos alimentar o sonho, a lenda, mas quando ela começa a descobrir e nos pergunta, o ideal é que a gente confirme o que elas mesmas concluíram: que o Papai Noel não existe. Mas será?
Papai Noel existe sim!! Ele pode não ser o bom velhinho de carne e osso, mas ele é a imaginação das crianças, o sonho, a esperança. Mesmo sabendo que ele não é uma pessoa, a lenda pode continuar viva enquanto a gente quiser. É tão gostoso conversar sobre o Papai Noel. É tão gostoso brincar de colocar os presentes quando as crianças dormem. É tão gostoso vê-las acordar animadas para abrir os embrulhos. É tão gostoso vê-las felizes com um brinquedo novo e poder compartilhar esse momento, brincando juntos.
"Especialistas recomendam que os pais não confirmem nem neguem totalmente. "Uma boa resposta nessa hora, lembrando que pode ser apenas desconfiança da criança e que ela não esteja preparada para romper de vez com essa fantasia, é dizer que "ele existe para quem acredita nele", aconselha Paula Furtado, psicopedagoga e escritora, de São Paulo. Outro caminho é devolver a pergunta para a criança, ajudando-a a estruturar seu pensamento: "O que você acha filho? Como você imagina que seja?" (Educar para Crescer)
A lenda de Papai Noel existe para manter viva a infância e a pureza das crianças, para estimular a imaginação, a capacidade de fantasiar e até mesmo o seu desenvolvimento intelectual. Quando elas descobrem, é sinal de que estão crescendo e, se de fato tiverem vivenciado este sonho, terão boas recordações de uma infância saudável e feliz.
O vídeo abaixo fala muito bem sobre este assunto! Recomendo assistir!

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