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| Imagem Google |
A história da mulher na sociedade sempre foi pautada pela luta pelos próprios direitos, pela sua liberdade, pelo fim da discriminação. Há tempos atrás, as mulheres saíram às ruas para "queimar sutiãs" e mostrar ao mundo que não eram "apenas mães" e donas-de-casa. Reivindicavam seus direitos iguais em sociedade, seu direito de trabalhar com igualdade.
Mas a luta das mulheres nunca teve fim. Hoje, já inseridas no mercado de trabalho e provando a sua capacidade profissional e intelectual (mesmo ainda existindo algumas dificuldades), ironicamente as mulheres iniciam uma luta por um direito que sempre tiveram: o de parir.
Quem assistiu ao filme "O Renascimento do Parto" sabe do que estou falando. Com o filme, aprendemos que somos vítimas do sistema e que somos enganadas quase sempre por mitos (releia post completo aqui). E que somos constantemente vítimas de procedimentos desnecessários e sem evidências científicas. Aprendemos que devemos nos informar por conta própria e lutar pelo direito de ter nosso plano de parto como gostaríamos (e como realmente é possível e não de acordo com a conveniência do médico, dos planos de saúde e hospitais). Aprendemos a confiar em nosso corpo e em nossa capacidade natural de parir, assim como faz a maioria das mulheres por todo o mundo, inclusive nos países mais desenvolvidos. Já aprendemos e sabemos nossos direitos, mas ainda temos muito o que lutar. Agora precisamos levar este conhecimento a outras mães, para fortalecer a comunidade materna e assim pressionar o sistema.
"Confiamos muito em nossa mente, mas pouco em nosso corpo. Deixemos a mente um pouco de lado e nos entreguemos a esta experiência de permitir que o corpo nos guie. Nosso corpo sabe trazer nosso bebê ao mundo, precisamos apenas dar esta chance a ele" (A Mulher Moderna não sabe parir - Inês Baylão Morais Monson, doula, educadora perinatal).
Não dizem que quando nasce uma criança nasce uma mãe? Sim, nenhuma mulher sabe ser mãe antes que de fato seja! As mulheres só aprendem a ser mães quando se tornam mães. Mas isso não quer dizer que vamos viver só de experiências. Aprender, estudar, pesquisar e se informar são fundamentais! Mais do que nunca, sinto que quebramos a barreira da ignorância e este caminho não tem mais volta! Porque a mulher com conhecimento pode fazer escolhas com consciência.
Mas essa é só a primeira de muitas barreiras que ainda temos a vencer. A amamentação é outra barreira. As mulheres são diariamente desencorajadas de amamentar. As empresas de alimentos entraram pesado no mercado para bebês oferecendo "soluções" de fórmulas infantis "substitutas" ao leite materno. Grandes revistas pregam campanhas, como a "Culpa, não!" da Revista Pais & Filhos, que dizem em outras palavras: "tudo bem se você não amamentar, não se sinta culpada, não há problema algum em dar fórmula, nós somos patrocinadas por essa fórmula e vamos ajudar você a ser aceita pela sociedade sem se sentir culpada, não precisa mais tentar". O pior é que esta Revista é um grande veículo formador de opinião e vem conseguindo convencer muitas mães de que a praticidade é a melhor opção e que exige menos esforço. É mais ou menos por aí. Estamos literalmente pagando caro por isso.
"Quando uma mulher é convencida da sua incapacidade de alimentar naturalmente sem que o motivo seja válido estamos no mesmo contexto de violência contra a mulher" (Blog do Cacá - Aleitamento: o empoderamento das mulheres no pós-parto)
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| Revista Vínculo |
A mulher também foi convencida de que não é capaz de cuidar do seu filho. Contrata auxiliar de enfermagem, tem babás em excesso trocando plantões, já que ela não pode ficar sozinha com um bebê, nunca troca uma fralda ou prepara uma mamadeira.
Foi essa a evolução que buscamos? Queremos de volta a mulher que sabia ser mãe, que gostava de ser mãe.
Mas quando a mulher decide buscar o conhecimento e não fugir dele, quando a mulher assume que a informação é a sua arma mais preciosa e vai em busca dela, quando a mulher se dá conta dos seus direitos e chama a responsabilidade para si, ela consegue se fortalecer e se transformar em uma mulher empoderada. Esse termo vem ganhando força no universo materno. E você sabe o que significa?
"A palavra empoderamento surgiu do inglês "empowerment" e significa obtenção, alargamento ou reforço do poder. Mas foi nos anos de 60/70 (...) que a expressão assumiu o significado mais comumente utilizado hoje de emancipação social, que envolve, necessariamente, a ação". (Revista Vínculo)
A mulher empoderada é consciente do seu poder, da sua força, dos seus direitos. Ela quer respostas, ela quer verdades. A mulher empoderada toma o poder sobre sua própria vida e a vida que vai gerar ou já gerou.
A mulher empoderada confia que sabe parir, que pode amamentar e cuidar do seu filho e pode decidir como fazer qualquer uma dessas coisas se ela se informar. A mulher empoderada não se deixa iludir pelos mitos que tentam plantar na sua cabeça, não se esmorece na primeira dificuldade. A mulher empoderada não aceita desculpas, aceita ajuda. Não significa que a mulher empoderada não possa fazer escolhas erradas. A mulher empoderada fará escolhas mais conscientes, já que busca conhecimento e questiona a todo momento.
E a união das mulheres empoderadas é que vai causar a revolução materna. Uma revolução onde a arma é o conhecimento. Uma revolução pelo nascimento de um novo tempo, um tempo mais digno para o nascimento de uma nova geração.
Mais informações:
O Renascimento do parto - post de Mãe para Mães
O Renascimento do Parto - site do filme
Vila Mamífera
Revista Vínculo
Para Beatriz - Por que muitos não querem mães informadas?




Post incrível!
ResponderExcluirValia desmembrar em 2 ou 3, tamanho o numero de informações.
Realmente sabendo mais conseguimos decidir melhor.
beijos
Lele
#amigacomenta
nossa sem palavras...
ResponderExcluirUm abraço,
http://belagestanteemae.com.br/