Quem é que não gosta de ver crianças entrando na Igreja, como pajens e daminhas? Talvez elas próprias! Na verdade, as meninas devem curtir um pouco, pelo fato de se vestirem como princesas. Mas os meninos normalmente não curtem brincar de príncipes!!
Vamos falar deste assunto do início!
Quando recebemos o convite para nosso filho ser pajem, ficamos super orgulhosos, pensando em como ele vai ficar lindo "engomadinho" e que poderemos exibir nosso príncipe para uma platéia afoita por admirar uma criança graciosa (mesmo de mau humor, todas as crianças ficam graciosas!).
Bom, mesmo que passe pela nossa cabeça - "eu acho que ele não vai gostar ou sequer entrar" - jamais nenhuma mãe ousou recusar um convite desses (a educação agradece!). "Contratos" acertados, começa a hora de conversar com a criança sobre a festa super legal que ela vai e como vai ser bacana se vestir igual ao papai (...legal e bacana pra quem mesmo??).
Bom, depois desse primeiro papo, melhor esquecer o assunto até a véspera do grande evento. Nesse meio tempo, uma tarefinha quase simples: comprar ou alugar o traje - o que significa que a criança terá que experimentar a roupa para que sejam feitos os ajustes, sempre necessários. Talvez seja nesse momento que a criança começa a perceber que a festinha não vai ser tão boa quanto a mamãe falou...
E chega o grande dia (exceto para os pequenos!!). Se a criança tinha suspeitas se a festa seria legal, agora ela passa a ter certeza! Está toda engomada, morrendo de calor, a mãe não deixa ela brincar, um monte de parentes e desconhecidos procuram gracinha, querem beijar, há poucas crianças, a mãe tá arrumada demais para carregar ou brincar junto, o pai tá cumprimentando meio mundo de gente... e assim a festa vai rolando.
Vocês conseguem acreditar? Lendo assim friamente, o Juizado de Menores deveria proibir esse "trabalho infantil". Mas quem sou eu para falar... no meu casamento foram cinco daminhas e um pajem!! Inclusive, meu sobrinho, o pajem, já tinha dito que não queria ser pajem nunca mais, porque um ano antes havia passado pela experiência e ficou traumatizado. Eu insisti tanto que ele entrou (de mau humor, mas mesmo assim lindo! Tinha 6 anos na época). Já as meninas eu acho que gostaram...
Meu filho mais velho foi pajem 3 vezes. A primeira, ele tinha um pouco mais de 2 anos e ficou encarregado de levar as alianças. A sorte era que a Igreja era bem pequena. Mas ele só entrou porque um tio prometeu que lhe daria um chocolate se ele fosse até o altar. Funcionou. Ele entregou as alianças e voltou correndo: "cadê meu chocolate??"
Na segunda vez, ele também era muito pequeno e entraria com mais duas crianças da mesma idade. Quando o primeiro chorou, veio a sequência! Ele estava com as mãos dadas à avó, na espera. Quando pediram para entrar ele não soltava a mão da avó de nenhuma maneira. Quase que ela vira daminha também! Chorou tanto que chegou a dar dó!
Jurei que nunca mais iria deixá-lo ser pajem, mas ele foi convidado pela terceira vez. Expliquei a situação e combinamos "se entrar, entrou". Mas ele foi novamente enrolado. Como a avó havia entrado na frente (como madrinha), ele "desfilou" na nave apenas para ir ao encontro dela.
Já meu segundo filho não teve ainda a sorte (ou o azar) de ser convidado!
Mas uma coisa a gente não pode negar, elas dão um toque especial à cerimônia. Com certeza, é um orgulho para os pais e para os avós... mas para muitas crianças, ser pajem ou daminha é um trauma de infância!!
Pânico geral, menus filhos serão. Esta matéria ri muito, os meus são já 06 anos, quero acreditar que as alianças chegarão no altar.
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