quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Papai Noel existe?



"Mãe, você entrega minha carta no correio? Mas não abra, viu? Você não pode saber o que eu pedi!"
(...) 
"Tive uma ideia! Vou filmar a noite toda para ver quem entrega os presentes!" 
(...)
"Por que veio na embalagem da loja?  E por que na etiqueta tem a data?"
 (...) 
"Pai, por que meu avô perguntou onde você comprou? Não foi o Papai Noel?"



Quando a criança chega na idade dos questionamentos, vai chegando às suas próprias conclusões. O legal da descoberta não é quando o primo mais velho chega de repente e conta, mas quando a própria criança descobre por si só, usando a lógica, que nosso bom velhinho não passa de uma lenda...

"Mas se eu descobrir que foi meu pai, eu vou ficar muito triste, porque ele mentiu para mim..."

"A descoberta da verdade deve acontecer espontaneamente, ou seja, os pais não precisam se encarregar dessa tarefa. 'As famílias não têm de desmascarar a fantasia dos pequenos. Por que impedir a criança de vivenciar essa magia mais um pouco? É preciso respeitar o tempo de cada criança", defende a psicoterapeuta e contadora de histórias Alessandra Giordano. Ela afirma que a criança só vai sair magoada e frustrada se a ruptura for abrupta, destrutiva. "Do contrário, o que tende a ficar é uma gostosa recordação." O fato é que a criança não descobre a verdade de uma hora para outra. Ela começa a desconfiar aos poucos, observando as manobras da família (por exemplo, tirando-a da sala para o Papai Noel poder deixar os presentes), ouvindo cochichos, percebendo olhares. São evidências, mas ela só vai reuni-las - e tirar alguma conclusão lógica - quando tiver maturidade para isso". (Educar para Crescer)

Não devemos mentir para as crianças. Podemos alimentar o sonho, a lenda, mas quando ela começa a descobrir e nos pergunta, o ideal é que a gente confirme o que elas mesmas concluíram: que o Papai Noel não existe. Mas será?

Papai Noel existe sim!! Ele pode não ser o bom velhinho de carne e osso, mas ele é a imaginação das crianças, o sonho, a esperança. Mesmo sabendo que ele não é uma pessoa, a lenda pode continuar viva enquanto a gente quiser. É tão gostoso conversar sobre o Papai Noel. É tão gostoso brincar de colocar os presentes quando as crianças dormem. É tão gostoso vê-las acordar animadas para abrir os embrulhos. É tão gostoso vê-las felizes com um brinquedo novo e poder compartilhar esse momento, brincando juntos.

"Especialistas recomendam que os pais não confirmem nem neguem totalmente. "Uma boa resposta nessa hora, lembrando que pode ser apenas desconfiança da criança e que ela não esteja preparada para romper de vez com essa fantasia, é dizer que "ele existe para quem acredita nele", aconselha Paula Furtado, psicopedagoga e escritora, de São Paulo. Outro caminho é devolver a pergunta para a criança, ajudando-a a estruturar seu pensamento: "O que você acha filho? Como você imagina que seja?" (Educar para Crescer)

A lenda de Papai Noel existe para manter viva a infância e a pureza das crianças, para estimular a imaginação, a capacidade de fantasiar e até mesmo o seu desenvolvimento intelectual. Quando elas descobrem, é sinal de que estão crescendo e, se de fato tiverem vivenciado este sonho, terão boas recordações de uma infância saudável e feliz.



O vídeo abaixo fala muito bem sobre este assunto! Recomendo assistir!












terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Natal mais divertido!

Mais um Natal chegou! Que delícia! Natal é uma época tão boa! Época em que as famílias ficam unidas, época de solidariedade, época de confraternizar, de desejar coisas boas e sonhar. Para deixar as crianças ainda mais envolvidas nesse clima tão bom, eu selecionei algumas ideias bem bacanas que vi por aí para tornar o Natal mais divertido!





Papai Noel que solta bolhas de sabão

Eu simplesmente adorei esta ideia. Qual criança não gosta de bolha de sabão? O Natal vai ficar mais divertido para os pequenos. O detalhe é que só dá para ser usado em ambientes externos, pois dentro de casa vai fazer meleira e escorregar.






Vejam o vídeo!



video







Fronha de Natal

É uma linda decoração para o quarto das crianças e deixa a hora de dormir com um clima ainda mais gostoso...



 Livro de passatempos e adesivos para o Natal

Amei também esta ideia, pois as crianças ficam envolvidas em diversas atividades como caça palavras, colar adesivos, palavras cruzadas, labirintos, etc. Tudo com tema de Natal. Diverte, ensina e mantém o clima!!






Chapéu com trança
Não sei vocês, mas eu nunca tinha visto este modelo... Achei bem legal a versão feminina do famoso gorro do Papai Noel.



App Elf Yourself

No mundo virtual, achei esse aplicativo Superbacana! Você escolhe até 5 fotos do rostinho das crianças e é gerado um pequeno filme da dança dos elfos. Fcia realmente muito engraçado!! As crianças aparecem fantasiadas de elfos fazendo malabarismos e piruetas, provocando momentos de muita risada!





E, por fim, e até mais importante, um livro sobre a história do Natal. É tão importante que as crianças desde pequenas entendam a história do Natal, sobre o nascimento de Jesus, de como surgiram os símbolos e tantos elementos participantes da festa. É muito importante que elas não fiquem só na historinha do Papai Noel, mas que conheçam o princípio desta confraternização e valorizem os momentos de reunião da família.





Desejo a vocês um Feliz Natal, com muito divertimento e alegria!!





sábado, 21 de dezembro de 2013

Que filhos vou deixar no mundo?

Site Ego.com.br

As histórias são muitas: o rapaz que filmou a namorada em momentos íntimos e espalhou na internet, o garoto bêbado que dirigiu e causou um grave acidente, homens que queimam mendigos no meio da rua, políticos que roubam descaradamente. Ou simplesmente alunos desrespeitando o professor ou motoristas brigando no trânsito ou valentões que procuram confusão nas festas. Ou ainda simplesmente pessoas que não tratam bem as outras, que não são gentis, que não são honestas...

Intolerância, desrespeito, agressividade, falta de ética, falta de tudo.

Que tipo de homens são esses? Quem criou? Quem educou? Em quem se transformaram? Cadê os pais?

Pessoas mal educadas criam filhos mal educados.

Eu quero ser mãe de homens dignos, futuros bons maridos, pais participativos. Quero ser mãe de motoristas defensivos, trabalhadores dedicados, vizinhos educados, chefes respeitosos. Quero ser mãe de adolescentes prudentes, jovens responsáveis. Não é querer muito. Isso era para ser normal...

Fazer um mundo melhor depende de cada um de nós e traz benefícios para todos. Fazer um mundo melhor depende de pais e mães presentes e atentos. Fazer um mundo melhor depende de exemplos...


"Heal the world

Make it a better place
For you and for me
And the entire human race"
(Michael Jackson)






imagem compartilhada em redes sociais


domingo, 15 de dezembro de 2013

Estou de volta! E com uma boa notícia!

Voltei! Depois de quase um mês de ausência, voltei aqui para o blog! Estava morrendo de saudades... Mas vim aqui dizer a vocês que foi por uma justa causa. E por uma causa que eu espero que vocês gostem! Estava dedicada a transformar um sonho em realidade! Ou em transformar o virtual em real! 

A Loja Superbacana, que apresentei a vocês lá no início do ano, e que era só virtual, agora é real! Nesses últimos 30 dias estava montando a lojinha para mostrar pessoalmente tantas coisas Superbacanas que oferecemos.

A Loja fica em Salvador e está localizada no Praia Bella Center, um shopping em frente à Perini da Pituba. Vou adorar receber a visita de vocês para que possam conhecer de pertinho todos os produtos que selecionamos com pesquisa e muito carinho!




Quem não mora em Salvador, não precisa ficar com inveja, pois a loja virtual continua a todo vapor!! 
www.lojasuperbacana.com.br 

A Superbacana foi criada com uma proposta diferente, de ser uma loja de presentes para crianças, mas não qualquer presente. Os produtos que estão à venda têm que ser Superbacanas!! São brinquedos, livros, roupas e utilidades que sejam interessantes e criativos. E o resultado é a garantia de satisfação das crianças e dos pais!!



Confiram as sugestões de presentes de Natal Superbacanas aqui no blog da loja Mãe Superbacana.

Acompanhe as novidades pela Fanpage: www.facebook.com/lojasuperbacana
Ou pelo Instagram: @lojasuperbacana
Ou direto na loja virtual: www.lojasuperbacana.com.br 


Espero a visita de vocês, real ou virtual!!

E em breve novos posts aqui no Mãe para Mães!!




domingo, 17 de novembro de 2013

Afinal, até que idade vai a infância?

* Foto postada pela mãe em rede social



No auge dos seus 7 anos, meu filho me diz: "Mãe, meu colega tem Facebook e disse que tem um monte de foto de mulher pelada!"

Sou eu a única mãe "careta"? A única que acha que 7 anos ainda é criança e deve viver a infância? A única que não quer antecipar a adolescência para os 7 anos? 

Afinal, uma criança de 7 anos sabe para que serve uma mulher pelada? Ou tem idade para estar navegando em redes sociais, com ou sem supervisão?? 

O que eu sei é que tem pai que estimula as cabecinhas ingênuas a começarem a pensar como se já fossem adolescentes. Uma pena, pois cada fase tem o seu momento. E antecipando uma, a outra estará indo embora antes do tempo.

Criança tem que ser criança!! Gostar de brinquedo, de molecagem, de bagunça, de correria, de jogar, de videogame, de pega pega, de bola e bonecos. Aí vem a televisão, os filmes não indicados, os tios mal intencionados, os colegas "mais avançados"...

Na cabeça de uns, isso não está errado. Mas o limite do outro termina onde o seu começa. Não adianta uma família sozinha lutar pela infância se lá fora o mundo não conspira ao nosso favor. De alguma maneira a criança vai trazer para casa o que andou aprendendo por aí. E que não necessariamente é como você sonhou ou no momento que você gostaria...

Não queremos nossos filhos na Terra do Nunca, onde as crianças nunca crescem. Queremos apenas que as coisas aconteçam no momento adequado e quando estiverem mais preparados.

Por isso precisamos de pais mais conscientes da importância da infância e que saibam até que idade ela pode ir... Sem medo de ser feliz!!




Fotos do Google


* Foto principal: filho da modelo/ atriz Ana Lima e Gabriel O Pensador, em foto postada pela própria mãe em redes sociais com a legenda "A matéria devia estar bem interessante" (notícia do Ego).

sábado, 9 de novembro de 2013

Presentes de Natal Superbacanas!



Novembro chegou!! E muita gente aproveita este mês para antecipar as compras de Natal. Sim, porque deixar para dezembro significa enfrentar shoppings cheios, pegar filas nos caixas, dentre outros inconvenientes.

Para os filhos, o primeiro passo é iniciar aquela velha conversa: "o que você vai pedir para Papai Noel, filho?". A partir da resposta, às vezes é necessário dar um direcionamento, não é verdade? Pode ser porque o brinquedo é caro demais para nosso bolso, porque é difícil de encontrar ou até porque não achamos adequado. Seja o que for, este é o mês de escrever a famosa cartinha para o Papai Noel. Até  mesmo para "dar tempo de chegar" lá no Pólo Norte e dar tempo para a mamãe e o papai pesquisarem e comprarem. E lembre-se! Cartinha enviada não dá mais para mudar de ideia do presente!! Esta é a garantia dos pais! rs

Mas além do presente que o Papai Noel dará aos nossos filhos, nós sempre temos pessoas queridas que desejamos presentar. Sobrinhos, priminhos, afilhados e amigos. Então, comece a preparar a sua listinha de crianças e vamos às compras!

Mãe para Mães criou este ano uma lojinha virtual exclusiva e especial, a Superbacana, que eu apresentei para vocês aqui. São presentes interessantes, criativos e divertidos, desde brinquedos até roupas e utilidades, e que estão reunidos em um só lugar. Podem entrar, fiquem à vontade. Será um prazer recebê-los aqui: www.lojasuperbacana.com.br.

No Blog da Loja - Mãe Superbacana - você encontrará também um post exclusivo com SUGESTÕES DE PRESENTES DE NATAL separados por idade.

Veja abaixo um resumo de sugestões:

Bicicleta Superbacana alemã

Capa Lobo Mau

Kit Espião


Livro de desenhos para meninas ou meninos

Bela Fashion ou Beto Bacana

Soldadinho sem chumbo

Pinta Casinha


Kit Mágico



Confira outras sugestões por idade aqui: http://maesuperbacana.blogspot.com.br/2013/11/sugestoes-de-presentes-de-natal.html

E visite a loja: www.lojasuperbacana.com.br 
criada de Mãe para Mães!

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Banho sozinho?



Outro dia, vi uma enquete na internet: com qual idade seu filho começou a tomar banho sozinho?

E lá vieram as respostas das mães porretas: Com 7! Com 6! Com 5! Com 4! (E eu pensando onde ia encaixar o meu...)

Até que uma mãe lançou: "Com 18!"

Pronto! Meu caso não estava perdido! Até lá eu consigo!! kkk

Gente, uma criança embaixo de um chuveiro não é fácil não.... água caindo, tempo passando, sabonete esperando, brincadeira rolando, pensamento voando...

Além do que o sabonete lava tudo: paredes, torneiras, brinquedos.... E o corpinho nada.....

Comparações sempre existem no mundo colorido da maternidade, normalmente propostas pela mãe que acha que seu filho é o melhor. Mas cada criança tem seu tempo, tem suas qualidades e suas dificuldades... E o bom mesmo é assumir! E aqui eu lhes confesso (sem querer expor meu pequeno crescidinho que já está com 7 anos): Não. Ele não sabe tomar banho sozinho! Mas eu juro que vou continuar ensinando, mesmo que demore até os 18 anos, ele vai aprender!!







sábado, 2 de novembro de 2013

A arte de ser vó



Dizem que é melhor ser avó do que mãe, que avó é mãe duas vezes, que é mãe com açúcar e tantas coisas mais. Mas nenhum texto traduziu tão perfeitamente  a "arte de ser vó" do que esta crônica lindíssima de Rachel de Queiroz! Claro que eu tinha que compartilhar com vocês!


"A arte de ser vó
Netos são como heranças: você os ganha sem merecer. Sem ter feito nada para isso, de repente lhe caem do céu. É, como dizem os ingleses, um ato de Deus. Sem se passarem as penas do amor, sem os compromissos do matrimônio, sem as dores da maternidade. E não se trata de um filho apenas suposto, como o filho adotado: o neto é realmente o sangue do seu sangue, filho de filho, mais filho que o filho mesmo...

Quarenta anos, quarenta e cinco... Você sente, obscuramente, nos seus ossos, que o tempo passou mais depressa do que esperava. Não lhe incomoda envelhecer, é claro. A velhice tem as suas alegrias, as suas compensações - todos dizem isso embora você, pessoalmente, ainda não as tenha descoberto - mas acredita.

Todavia, também obscuramente, também sentida nos seus ossos, às vezes lhe dá aquela nostalgia da mocidade. Não de amores nem de paixões: a doçura da meia-idade não lhe exige essas efervescências. A saudade é de alguma coisa que você tinha e lhe fugiu sutilmente junto com a mocidade. Bracinhos de criança no seu pescoço. Choro de criança. O tumulto da presença infantil ao seu redor. Meu Deus, para onde foram as suas crianças? Naqueles adultos cheios de problemas que hoje são os filhos, que têm sogro e sogra, cônjuge, emprego, apartamento a prestações, você não encontra de modo nenhum as suas crianças perdidas. São homens e mulheres - não são mais aqueles que você recorda.

E então, um belo dia, sem que lhe fosse imposta nenhuma das agonias da gestação ou do parto, o doutor lhe põe nos braços um menino. Completamente grátis - nisso é que está a maravilha. Sem dores, sem choro, aquela criancinha da sua raça, da qual você morria de saudades, símbolo ou penhor da mocidade perdida. Pois aquela criancinha, longe de ser um estranho, é um menino seu que lhe é "devolvido". E o espantoso é que todos lhe reconhecem o seu direito de o amar com extravagância; ao contrário, causaria escândalo e decepção se você não o acolhesse imediatamente com todo aquele amor recalcado que há anos se acumulava, desdenhado, no seu coração.

Sim, tenho certeza de que a vida nos dá os netos para nos compensar de todas as mutilações trazidas pela velhice. São amores novos, profundos e felizes que vêm ocupar aquele lugar vazio, nostálgico, deixado pelos arroubos juvenis. Aliás, desconfio muito de que netos são melhores que namorados, pois que as violências da mocidade produzem mais lágrimas do que enlevos. Se o Doutor Fausto fosse avó, trocaria calmamente dez Margaridas por um neto...

No entanto - no entanto! - nem tudo são flores no caminho da avó. Há, acima de tudo, o entrave maior, a grande rival: a mãe. Não importa que ela, em si, seja sua filha. Não deixa por isso de ser a mãe do garoto. Não importa que ela, hipocritamente, ensine o menino a lhe dar beijos e a lhe chamar de "vovozinha", e lhe conte que de noite, às vezes, ele de repente acorda e pergunta por você. São lisonjas, nada mais. No fundo ela é rival mesmo. 

Rigorosamente, nas suas posições respectivas, a mãe e a avó representam, em relação ao neto, papéis muito semelhantes ao da esposa e da amante dos triângulos conjugais. A mãe tem todas as vantagens da domesticidade e da presença constante. Dorme com ele, dá-lhe de comer, dá-lhe banho, veste-o. Embala-o de noite. Contra si tem a fadiga da rotina, a obrigação de educar e o ônus de castigar.

Já a avó, não tem direitos legais, mas oferece a sedução do romance e do imprevisto. Mora em outra casa. Traz presentes. Faz coisas não programadas. Leva a passear, "não ralha nunca". Deixa lambuzar de pirulitos. Não tem a menor pretensão pedagógica. É a confidente das horas de ressentimento, o último recurso nos momentos de opressão, a secreta aliada nas crises de rebeldia. Uma noite passada em sua casa é uma deliciosa fuga à rotina, tem todos os encantos de uma aventura. Lá não há linha divisória entre o proibido e o permitido, antes uma maravilhosa subversão da disciplina. Dormir sem lavar as mãos, recusar a sopa e comer roquetes, tomar café - café! -, mexer no armário da louça, fazer trem com as cadeiras da sala, destruir revistas, derramar a água do gato, acender e apagar a luz elétrica mil vezes se quiser - e até fingir que está discando o telefone. Riscar a parede com o lápis dizendo que foi sem querer - e ser acreditado! Fazer má-criação aos gritos e, em vez de apanhar, ir para os braços da avó, e de lá escutar os debates sobre os perigos e os erros da educação moderna...

Sabe-se que, no reino dos céus, o cristão defunto desfruta os mais requintados prazeres da alma. Porém, esses prazeres não estarão muito acima da alegria de sair de mãos dadas com o seu neto, numa manhã de sol. E olhe que aqui embaixo você ainda tem o direito de sentir orgulho, que aos bem-aventurados será defeso. Meu Deus, o olhar das outras avós, com os seus filhotes magricelas ou obesos, a morrerem de inveja do seu maravilhoso neto!

E quando você vai embalar o menino e ele, tonto de sono, abre um olho, lhe reconhece, sorri e diz: "Vó!", seu coração estala de felicidade, como pão ao forno.

E o misterioso entendimento que há entre avó e neto, na hora em que a mãe o castiga, e ele olha para você, sabendo que se você não ousa intervir abertamente, pelo menos lhe dá sua incondicional cumplicidade...

Até as coisas negativas se viram em alegrias quando se intrometem entre avó e neto: o bibelô de estimação que se quebrou porque o menininho - involuntariamente! - bateu com a bola nele. Está quebrado e remendado, mas enriquecido com preciosas recordações: os cacos na mãozinha, os olhos arregalados, o beiço pronto para o choro; e depois o sorriso malandro e aliviado porque "ninguém" se zangou, o culpado foi a bola mesma, não foi, Vó? Era um simples boneco que custou caro. Hoje é relíquia: não tem dinheiro que pague..."




Rachel de Queiroz (O Brasileiro Perplexo, 1964)


sábado, 26 de outubro de 2013

Engenhoca de sons (app Itaú Criança)




Já pensou em contar uma historinha com sonoplastia?? Seria bom demais, não é?? Fazer aquela risada de bruxa que você não consegue ou usar o som de passarinhos ao fundo ou fazer o barulho da chuva, do vento... 


Na história da Cinderela, já imaginou se tivesse o barulho da carruagem levando-a para o baile? E ao dar meia-noite, se seu filho ouvisse as badaladas de "verdade"? E ao contar a história de Shrek, já pensou se de repente saísse o som do arroto do ogro? Ia ficar bem mais divertido! Na história de Branca de Neve, poderia ter o barulho da floresta ao fundo e no final o som do beijo do príncipe!


Bom, esses são só alguns detalhes, que vão deixar as crianças animadas, curiosas e mais interessadas em histórias!! E sabem aonde vocês podem encontrar? No aplicativo Itaú Criança, disponível na App Store. 


Nesse aplicativo, o Itaú disponibilizou 3 ferramentas, que ele chama de "aliadas" na hora de ler para uma criança. Essa que eu falei pra vocês é a "engenhoca de sons". E é realmente muito legal!! 


Conheçam abaixo as 3 ferramentas:



"Engenhoca de sons

Transforme o seu celular em uma mesa de efeitos sonoros. Trilhas, barulhos e muitos outros BUMS, PLACTS e ZUPTS estão na ponta dos seus dedos para dar aquele TCHAMS na hora de embalar uma boa leitura.

Máscaras divertidas

Personagens encantados - como o cavaleiro, a princesa, o lobo, o mago, o sapo, o dragão e o gigante - irão falar, de verdade, as suas palavras de narrador.

AnimaLivro

Posicione o celular por cima das ilustrações dos livros da Coleção Itaú Criança e transforme-as em animações interativas. Ideal para a criança curtir a história que está sendo lida ali, por você".



Como diria meu caçulinha, "você 'abaixa', mãe?"


Divirtam-se!!!



Baixe aqui o App Itaú Criança.

e
Peça aqui sua coleção de livros.







Obs: esse texto não é um publipost

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Uma estreia nada triunfal - nascimento de um bebê





E o bebê veio ao mundo!

Mas ele não foi avisado. Estava dormindo quietinho na barriga da sua mãe. Quando de repente é arrancado sem ter se preparado.

E na sua estreia nada triunfal, não vê a mamãe. Vê homens e mulheres equipados. Seu cordão ainda pulsa, mas é logo cortado. Passa de mão em mão para ser pesado. É esticado para que curiosos saibam, antes de completar 1 minuto de vida, o quanto pesa. A mãe olha de longe, esperando a sua vez...


Carimbam o pé, colocam pulseira. Fazem testes, dão-lhe notas. Obviamente que chora! Seus olhos mal abrem, mas colocam-lhe um colírio que arde. Sim, deve arder, em olhos que nem viram o mundo ainda. Limpam ele todo, como se aquilo fosse sujeira... Mas era uma proteção importante, para quem está tendo contato com o mundo externo pela primeira vez.


Finalmente, colocam-lhe nos braços da mãe, que rapidamente lhe vê. Colocam-no no peito. Calma!! A primeira tentativa de amamentação não deve ser assim. A mãe está em uma posição nada confortável. Várias pessoas olhando, com pressa, cada uma para fazer logo a sua função.

Tiram o bebê da mãe, entregam ao pai para mostrar pelo vidro aos familiares ansiosos. Rápido, papai, porque já querem o bebê de volta, em uma sequência incansável para os profissionais que trabalham, mas nada fácil para quem estreou no mundo pela primeira e única vez...





Não satisfeitos, mandam a mamãe embora, após completar todos os procedimentos. E o bebê? Vai ficar em observação (?) por horas... longe da mãe, junto com outros recém-nascidos. Os parentes preocupados não tiram o olho por fora do vidro. Querem saber quem é, marcar o rostinho. Ficam atentos às tantas luzes e sinais. Preocupam-se com o pé roxinho. Dão palpites se parece com a mãe ou o pai.


Enquanto isso, a mãe no quarto, tentando se recuperar das intervenções do parto. Difícil descansar com a cabeça e o coração em outro lugar. Só quer o filho. Justo. Justíssimo.

Mas calma, horas depois finalmente seu bebê vai chegar. De banho tomado, dado por uma desconhecida que faz isso mil vezes por dia e não deve fazer com a delicadeza que a própria mãe ou o pai fariam.

Mas, enfim, o bebê chega! Forte, por ter passado por tudo que passou. Agora deixem ele descansar, por favor.





Assistam "O Renascimento do Parto".


domingo, 13 de outubro de 2013

A Revolução Materna está só começando...

Imagem Google


A história da mulher na sociedade sempre foi pautada pela luta pelos próprios direitos, pela sua liberdade, pelo fim da discriminação. Há tempos atrás, as mulheres saíram às ruas para "queimar sutiãs" e mostrar ao mundo que não eram "apenas mães" e donas-de-casa. Reivindicavam seus direitos iguais em sociedade, seu direito de trabalhar com igualdade.

Mas a luta das mulheres nunca teve fim. Hoje, já inseridas no mercado de trabalho e provando a sua capacidade profissional e intelectual (mesmo ainda existindo algumas dificuldades), ironicamente as mulheres iniciam uma luta por um direito que sempre tiveram: o de parir.

Quem assistiu ao filme "O Renascimento do Parto" sabe do que estou falando. Com o filme, aprendemos que somos vítimas do sistema e que somos enganadas quase sempre por mitos (releia post completo aqui). E que somos constantemente vítimas de procedimentos desnecessários e sem evidências científicas. Aprendemos que devemos nos informar por conta própria e lutar pelo direito de ter nosso plano de parto como gostaríamos (e como realmente é possível e não de acordo com a conveniência do médico, dos planos de saúde e hospitais). Aprendemos a confiar em nosso corpo e em nossa capacidade natural de parir, assim como faz a maioria das mulheres por todo o mundo, inclusive nos países mais desenvolvidos. Já aprendemos e sabemos nossos direitos, mas ainda temos muito o que lutar. Agora precisamos levar este conhecimento a outras mães, para fortalecer a comunidade materna e assim pressionar o sistema.


"Confiamos muito em nossa mente, mas pouco em nosso corpo. Deixemos a mente um pouco de lado e nos entreguemos a esta experiência de permitir que o corpo nos guie. Nosso corpo sabe trazer nosso bebê ao mundo, precisamos apenas dar esta chance a ele" (A Mulher Moderna não sabe parir - Inês Baylão Morais Monson, doula, educadora perinatal).





Não dizem que quando nasce uma criança nasce uma mãe? Sim, nenhuma mulher sabe ser mãe antes que de fato seja! As mulheres só aprendem a ser mães quando se tornam mães. Mas isso não quer dizer que vamos viver só de experiências. Aprender, estudar, pesquisar e se informar são fundamentais! Mais do que nunca, sinto que quebramos a barreira da ignorância e este caminho não tem mais volta! Porque a mulher com conhecimento pode fazer escolhas com consciência.

Mas essa é só a primeira de muitas barreiras que ainda temos a vencer. A amamentação é outra barreira. As mulheres são diariamente desencorajadas de amamentar. As empresas de alimentos entraram pesado no mercado para bebês oferecendo "soluções" de fórmulas infantis "substitutas" ao leite materno. Grandes revistas pregam campanhas, como a "Culpa, não!" da Revista Pais & Filhos, que dizem em outras palavras: "tudo bem se você não amamentar, não se sinta culpada, não há problema algum em dar fórmula, nós somos patrocinadas por essa fórmula e vamos ajudar você a ser aceita pela sociedade sem se sentir culpada, não precisa mais tentar". O pior é que esta Revista é um grande veículo formador de opinião e vem conseguindo convencer muitas mães de que a praticidade é a melhor opção e que exige menos esforço. É mais ou menos por aí. Estamos literalmente pagando caro por isso.


Existem também uma série de mitos envolvendo a amamentação. Leite fraco, pouco leite, peito pode cair, seios pequenos, amamentar dói, mamilos planos ou invertidos, etc. Mitos que fazem a mulher se convencer de que não deve nem se esforçar para aprender a amamentar. Sim, porque assim como ninguém nasce sabendo ser mãe, ninguém nasce sabendo amamentar. Mas é possível aprender, buscar ajuda e lutar contra os mitos.

"Quando uma mulher é convencida da sua incapacidade de alimentar naturalmente sem que o motivo seja válido estamos no mesmo contexto de violência contra a mulher" (Blog do Cacá - Aleitamento: o empoderamento das mulheres no pós-parto)

Revista Vínculo




A mulher também foi convencida de que não é capaz de cuidar do seu filho. Contrata auxiliar de enfermagem, tem babás em excesso trocando plantões, já que ela não pode ficar sozinha com um bebê, nunca troca uma fralda ou prepara uma mamadeira.

Foi essa a evolução que buscamos? Queremos de volta a mulher que sabia ser mãe, que gostava de ser mãe.

Mas quando a mulher decide buscar o conhecimento e não fugir dele, quando a mulher assume que a informação é a sua arma mais preciosa e vai em busca dela, quando a mulher se dá conta dos seus direitos e chama a responsabilidade para si, ela consegue se fortalecer e se transformar em uma mulher empoderada. Esse termo vem ganhando força no universo materno. E você sabe o que significa?

"A palavra empoderamento surgiu do inglês "empowerment" e significa obtenção, alargamento ou reforço do poder. Mas foi nos anos de 60/70 (...) que a expressão assumiu o significado mais comumente utilizado hoje de emancipação social, que envolve, necessariamente, a ação". (Revista Vínculo)

A mulher empoderada é consciente do seu poder, da sua força, dos seus direitos. Ela quer respostas, ela quer verdades. A mulher empoderada toma o poder sobre sua própria vida e a vida que vai gerar ou já gerou.

A mulher empoderada confia que sabe parir, que pode amamentar e cuidar do seu filho e pode decidir como fazer qualquer uma dessas coisas se ela se informar. A mulher empoderada não se deixa iludir pelos mitos que tentam plantar na sua cabeça, não se esmorece na primeira dificuldade. A mulher empoderada não aceita desculpas, aceita ajuda. Não significa que a mulher empoderada não possa fazer escolhas erradas. A mulher empoderada fará escolhas mais conscientes, já que busca conhecimento e questiona a todo momento.

E a união das mulheres empoderadas é que vai causar a revolução materna. Uma revolução onde a arma é o conhecimento. Uma revolução pelo nascimento de um novo tempo, um tempo mais digno para o nascimento de uma nova geração.






Mais informações:
O Renascimento do parto - post de Mãe para Mães
O Renascimento do Parto - site do filme
Vila Mamífera
Revista Vínculo
Para Beatriz - Por que muitos não querem mães informadas?

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Estar presente vale mais do que o presente







Mais um Dia das Crianças chegando!! E sabem o que realmente importa? Não é o presente, e sim, pais e mães presentes!!

O que as crianças querem é brincar e ter o pai e a mãe com eles. Não importa se o brinquedo é de última geração se essa geração está crescendo sem atenção. Uma infância bem vivida é o melhor presente que você pode dar ao seu filho.

Crianças querem um pai e uma mãe que sentem no chão e brinquem com eles, que desçam pro play e corram na quadra, que vão para a pracinha e se divirtam juntos, que não tenham medo de tinta, de se sujar e de ficar suado.

Estar presente vale muito mais do que o presente.

Pensei nisso nesse dia das crianças e em todos os outros dias da infância do seu filho, porque passa muito rápido.

Inspire-se, mexa-se e divirta-se!



























segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Tem criança nesta casa!




Parede riscada
Brinquedos no chão
Quarto bagunçado
Farelos de pão

Tela na janela
Banquinho no banheiro
Brinquedo no chuveiro
Sofá com travesseiro

Roupa jogada
Desenhos pela casa
Mamãe descabelada
Por que não?

Tem criança nesta casa!
Tem risada, tem magia
Tem abraço e gritaria
Tem amor, tem alegria.



sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Leia para uma criança



Está de volta por mais um ano a campanha do Banco Itaú "Leia para uma criança", através da qual o Banco envia gratuitamente a coleção Itaú de livros infantis a quem solicitar!

Essa é uma das ações sociais praticadas pelo Banco, através do Programa Itaú Criança. Uma excelente iniciativa com o objetivo tão nobre: investir na educação infantil e, assim, no futuro do nosso país. Acertaram em cheio. Terão as crianças de hoje como grandes fãs da marca :)

"O programa Itaú Criança tem como objetivo mobilizar a sociedade para a garantia dos direitos da criança e do adolescente".

"Ler para uma criança é um gesto simples e muito importante. Por meio dele, contribuímos para a educação, a cultura e o lazer das crianças e ajudamos a mudar para melhor o futuro do Brasil".


Na última edição, o Itaú entregou mais de 7 milhões de livros infantis e beneficiou mais de 6 mil organizações com a Biblioteca Itaú Criança. 


E o mais importante não é apenas o estímulo à leitura, mas o estímulo à participação dos pais tornando este momento ainda mais prazeroso.


Quais são os livros da coleção 2013:


O mundo inteiro
de Liz Garton Scalon e Marla Frazee

"A praia deserta, a noite tranquila, o dia de chuva, a horta, a cozinha e a família reunida... O que seria o mundo inteiro? Leia para uma criança: esta obra com versos rimados retrata conceitos universais numa linguagem simples e delicada. Vencedor do prêmio Cadelcott Honor de melhor ilustração".

E o dente ainda doía
de Ana Terra

"Um jacaré folgado e largado não consegue descansar por causa de uma tremenda dor dente. E mesmo com a ajuda de outros bichos... o dente ainda doía! Leia para uma criança: e descubra como essa divertida história brinca e educa com números em um ritmo gostoso de lenga-lenga".




APP ITAÚ CRIANÇA





Esse ano, como novidade, o Itaú criou um aplicativo super interessante. Chama-se Itaú Criança e oferece, dentre outras coisas, a" ENGENHOCA DE SONS" (diferentes efeitos sonoros que poderão ser usados durante a leitura). Achei superbacana!! O aplicativo pode ser baixado gratuitamente na Apple Store.




quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Dicas para viajar com crianças





Viajar com as crianças dá trabalho, mas é bom demais! E é necessária muita preparação. Veja abaixo os detalhes que você não pode esquecer!



* Documentação:
Separe com bastante atenção e antecedência a documentação da viagem. O ideal é tirar o RG do bebê/ criança antes de viajar para evitar levar a certidão de nascimento. Se a viagem for internacional, mais atenção ainda! Verifique a validade do passaporte, veja as regras para entrada em cada país e a necessidade de autorização para viagem com apenas um dos pais. Nos passaportes brasileiros não consta a filiação, portanto você deve levar tanto o Passaporte quanto o RG (dos pais e do filho).
Utilize nas crianças uma pulseira de identificação. É claro que sabemos que você estará sempre atento ao seu filho, mas imprevistos acontecem. Melhor garantir e deixá-lo identificado, juntamente com seu número de telefone.

* Roupas:
Lembre-se que crianças sujam roupas com facilidade, seja de suor, seja com comida e outras peraltices. Considere ter sempre uma roupa extra com você.

* Farmacinha:
Toda mãe se apavora só de pensar no seu filho adoecer numa viagem. Por isso, vamos torcer para não usar, mas é importantíssimo levar alguns remédios mais utilizados. Consulte o pediatra e peça a ele uma listinha básica, incluindo remédio para enjôo, analgésico, xarope, antibiótico, etc. Em viagens dentro do Brasil é mais tranquilo telefonar e ir à Farmácia, porém em viagens ao exterior é mais garantido levar consigo os remédios que seu filho já está acostumado a usar. Não esqueça a carteira de saúde que você já utiliza ou, para viagens internacionais, não deixe de fazer um seguro saúde tanto para os adultos quanto para as crianças.

* Lanches:
Quando viajamos, saímos dos nossos horários e da nossa rotina. Mas a fome das crianças não sai não! Por isso, leve sempre lanchinhos na bolsa. Lembre-se também de optar por uma programação tranquila, que inclua paradas para refeições cedo. Não espere que ele sinta fome para ter tempo de escolher o lugar ideal e de aguardar para ser servido.
Crianças também não conseguem esperar quando estão com sede. Para não depender da comissária de bordo do avião, mantenha sempre em mãos uma garrafinha de água. Para viagens de avião, com tanta restrição de líquidos, você pode comprar uma garrafa de água no saguão já dentro do embarque, após passar pela Polícia Federal.

* Entretenimento:
Tenha sempre opções para a criança ficar entretida durante o transporte, nas filas e em restaurantes. Por exemplo, bonecos pequenos, livros, revistas, passatempos e eletrônicos. Seja sempre educado e desligue o volume dos eletrônicos ou coloque fone de ouvido. Lembre também de baixar jogos novos no tablet ou vídeo game antes de viajar, pois deixará as crianças mais interessadas.
Confira aqui no Post "Viajar com as Crianças" dicas de entretenimento durante o transporte.

*  Higiene:
Leve protetor de assento para o uso do vaso sanitário, além de lenço de papel, lenços umedecidos, gel antisséptico, etc. Deixe as unhas cortadinhas e os cabelos também. Viaje "zerado" dessas pendências!

* O destino:
Converse com seu filho sobre o lugar que irão visitar. Desperte nele o interesse em conhecer. Monte junto com ele a programação. Fale um pouco da geografia, onde aquela cidade fica, o que tem de diferente de onde ele mora (montanhas, praias, calor, frio).

Confiram as dicas do Educar para Crescer sobre "Como aprender em viagens".

* Comportamento:
Nunca é demais falar sobre como ele deverá se comportar e a importância de obedecer! Reforce as regras de comportamento adequadas para crianças da idade dele (que vale para todas! rs), o que deve e não deve fazer, sempre elogiando quando ele cumprir.

* Outras dicas:
Para viagens aéreas demoradas, você pode levar um chinelo na bagagem de mão, assim facilita a criança transitar para ir ao banheiro sem ter que calçar o sapato. Se possível, leve protetor de pescoço para que eles possam tirar um cochilinho mais confortável. Veja a necessidade de levar carrinho ou cadeirinhas para carro ou pesquise como alugar.


É muito gostoso viajar com os filhos! E eu espero que vocês curtam bastante! Lembrem que mesmo com tantas preocupações, o objetivo é se divertir! Portanto, se organize para deixar as necessidades básicas (alimentação, banheiro e sono) sempre atendidas, pois assim tanto as crianças quanto os adultos aproveitarão bem melhor!

Boa viagem!



sábado, 21 de setembro de 2013

A fala de uma criança ao seu cãozinho




Todos os pais deveriam ser amorosos... no mínimo... É muito triste ligar a televisão, abrir o jornal ou acessar a internet e ver tantas histórias horrorosas por aí, em que as crianças são maltratadas. Mas é mais triste ainda saber que não é só na televisão, no jornal ou na internet... esta realidade está dentro de muitas casas. São famílias desestruturadas que não são capazes de proteger suas crianças. E quantas delas são maltratadas, abusadas, abandonadas, trancadas em casa, esquecidas dentro de carros, espancadas... ou simplesmente quantas delas não recebem o amor dos pais, recebem palmadas ou são ignoradas? E em que adulto vão se transformar?

Pois a resposta às vezes vem silenciosa, como neste texto:


A fala de uma criança ao seu cãozinho


"Eu não sei o que aconteceu hoje...
Ouvi minha mãe gritando logo cedo com meu pai
E pensei que alguma coisa estava errada.
Fui até ela e tentei lhe dar um abraço para confortá-la e ela me disse: 'Não me amole, menino, estou ocupada agora'.

Eu não sei o que eu fiz de errado porque ela mandou eu me apressar e ir para fora rapidinho.
Eu arrumei minha cama do melhor jeito.
Eu tentei tomar o meu leite bem depressa para não deixá-la ainda mais nervosa.
E, sem querer, derrubei leite na minha camisa limpa.

Eu penso que ela não me ouviu
Quando eu pedi desculpas
Pois ela me bateu realmente forte, veja só,
E me chamou de nomes engraçados
E me falou que eu era realmente ruim
E que eu deveria ficar envergonhado.

Quando eu disse "eu te amo, mamãe"
Acho que ela não entendeu,
Porque ela gritou comigo e mandou eu fechar minha boca.

Eu não sei o que fazer, amiguinho...
Eu gosto da minha mamãe
Mas eu não entendo porque os adultos batem nas crianças tão forte.
acho que eles esquecem como são grandes.

Eu queria que você conversasse comigo e me ajudasse a encontrar um jeito de dizer para todos os pais que as crianças não precisam ser machucadas para aprender.
Essa dor que sinto no corpo vai passar, mas a dor de dentro nunca sara e faz meu coração ficar frio...
Eu sei que você nunca me machucaria, amiguinho..."

(adaptação de texto de Cindy Pike Dunning)

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Quando anoitece...






A casa cheia de vida!
O dia inteiro é uma agitação. 
Quando anoitece, a energia vai sumindo.
Caem num sono profundo.

Cato brinquedos perdidos no chão. 
No sofá, limpo os farelos de pão. 
Vejo roupas espalhadas por todas as partes da casa. 
Já é mínima a decoração.

Apago as luzes, mas deixo uma acesa. 
Verifico janelas e ventilação. 
Cubro ou descubro, conforme a ocasião. 

Beijo com amor.
Cheiro o rostinho e o cabelo
E assim acredito que são verdade. 
Tão bom terminar o dia e saber que o meu sonho virou realidade...

...Sou mãe!

domingo, 15 de setembro de 2013

Criança, a alma do negócio




Hoje é o dia do cliente. E aí eu descobri mais um documentário, no mesmo caminho de "O Renascimento do Parto" e de "Muito Além do Peso", que vem nos alertar sobre um tema também muito importante: o consumismo infantil.

Desde quando criança quer tudo? Desde que a gente permitiu isso, começou a atender todos os pedidos e desde que a publicidade encontrou este pote de ouro.

A mídia está atenta a isso. Vocês já observaram que tem propagandas de produtos para adultos que usam mascotes, bichinhos ou linguagem infantil? Carros (lembram daquele pônei chato?), alimentos, eletrodomésticos, dentre outros produtos, hoje querem atingir as crianças, porque, segundo pesquisa divulgada no documentário, 80% da influência de compra de uma casa vem das crianças, essas pequenas poderosas.

E com tanto apelo, o consumismo se enraizou nas crianças. Hoje elas só usam roupa de marca, já possuem celular, escolhem os alimentos pelos personagens que estão na embalagem, querem ir ao salão toda semana, querem tudo que veem na televisão, não tiram o olho das vitrines...

As festas infantis viraram um mega evento, onde a preocupação menor é em ver a criança brincar! Preocupam-se com a mesa de guloseimas, em uma decoração fantástica, com um bolo de três andares que é quase todo falso e com uma lembrancinha que é melhor do que o presente. Ganham mais brinquedos do que conseguem brincar.

No Natal, ganham tudo que querem ganhar, não importa o preço. Pais se endividam, mas não deixam de atender às manhas e pedidos. E com tão pouca idade, as meninas já frequentam salão de beleza infantil, tornando-se consumistas de mais um serviço que deveria ser só para adultos. E a alimentação? Uma vergonha que mal conhecem hoje em dia frutas e verduras. Estão envoltas nos alimentos industrializados, vendidos em propagandas. Alimentos carregados de sal, açúcar e muitas coisas mais. E os pais não conseguem dizer não, porque preferem praticidade à saúde.

E ninguém percebe que a mídia coloca a criança contra os próprios pais. Colocam os pais como vilões quando eles dizem não. E a publicidade está dentro da nossa casa, nos comerciais dos programas infantis. Em muitos países, a publicidade infantil já é regulamentada e várias coisas são proibidas, a exemplo de comerciais nos intervalos dos desenhos animados. Eu, particularmente, vejo mais propaganda do que os programas em si, quando meus filhos estão assistindo televisão.

"Está comprovado que a publicidade infantil contribui para hábitos insustentáveis, obesidade infantil, estresse familiar, adultização na infância, diminuição de brincadeiras criativas, violência, consumo precoce de bebidas alcoólicas, dentre outros". (Instituto Alana)

E não esqueçam: "A criança só vai se desenvolver com o contato com a frustração, com o 'não pode". (mensagem de uma psicóloga no filme).

Então, vamos lutar contra essa pressão de consumo. Vamos dizer não quantas vezes forem preciso. Nossas crianças não podem ter tudo que querem. Vamos deixar que tenham tempo para brincar, ao invés de ir para o salão, vamos estimular que brinquem com a sua imaginação e criatividade, vamos passear em outros lugares que não apenas no shopping.

E, depois de tanto falar, segue o vídeo! É longo, mas bem interessante!






sábado, 7 de setembro de 2013

Sente pra brincar!




Mais um Dia das Crianças chegando... As crianças esperam por este dia o ano inteiro! E é uma grande oportunidade para refletirmos sobre a importância do brincar.

As crianças se desenvolvem através das brincadeiras. A diversão na infância é fundamental para se tornar um adulto bem-sucedido.

Vejam algumas vantagens para as crianças:

  • adquirem conhecimentos
  • melhoram suas habilidades motoras
  • aprendem a se socializar
  • aprendem a defender seus pontos de vista
  • conhecem as regras
  • entendem que podem ganhar e perder
  • experimentam o mundo dos adultos se colocando em diferentes papéis

e muitas coisas mais!







Mas os pais devem saber também que é importante sentar para brincar com seus filhos. A participação do pai e da mãe é fundamental e faz a diferença! Além de todos os benefícios listados acima, é uma excelente oportunidade para o pai e a mãe passarem para os filhos os valores de família e serem um modelo de comportamento para as crianças naquelas situações. Ninguém melhor que o pai e a mãe para se interessar em ensinar coisas novas aos filhos e estimular novas capacidades. Além de tudo isso, é um delicioso momento juntos, que ajuda a fortalecer os vínculos da família.








É importante que o adulto entenda a importância do brincar para que possa valorizar o momento em que o filho esteja brincando e respeitar este tempo. Por exemplo, se a criança tiver algum compromisso, ao invés de interromper a sua brincadeira bruscamente, avise-a que em determinado horário ela deverá encerrar sua atividade. Isso é válido não apenas para que ela possa se acostumar a arrumar o que pegou, mas também para que "finalize a história" que a sua imaginação estava criando. Quando você está trabalhando, você gosta quando lhe interrompem convocando em cima da hora para uma reunião ou prefere que lhe avisem antecipadamente para que você finalize o que estava trabalhando?


Então, valorize as brincadeiras do seu filho, valorize o momento em que ele está em seu quarto com seus brinquedos, estimule-o a brincar com outras crianças, convide seus amigos para sua casa, leve-o a praças e parques e deixe-o explorar os brinquedos e o ambiente, proporcione atividades ao ar livre, ensine a ele as brincadeiras da sua infância e partilhe mais momentos juntos. Sente pra brincar. É disso que as crianças sentem falta. Não basta presença, não bastam presentes. Brinque junto. Experimente!




Mãe para Mães fez uma seleção de presentes superbacanas para quem vai presentear nesta data. Visite nossa loja virtual (www.lojasuperbacana.com.br) e aproveite nossas sugestões brinquedos, fantasias e livros divertidos.


Divirtam-se!

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

O renascimento do parto




O renascimento do parto.... o renascimento de um conceito... o renascimento de um direito. É essa a proposta do filme O Renascimento do Parto", uma esperança ao ato de dar à luz, uma força para fazer as mulheres acordarem e lutarem pelos seus direitos.

O caminho natural das coisas é evoluir... não foi isso que aconteceu com o parto. Quando o parto saiu das casas e foi parar nos hospitais, as mulheres perderam seu direito de escolher como parir e deixaram-se enganar pela falsa facilidade de uma cesárea. Facilidade que beneficia médicos, hospitais, planos de saúde.

"Depois de milhões de anos nascendo segundo as leis da natureza, a humanidade entendeu que podia otimizar este processo."

Há milênios a mulher sabe parir. Seu corpo foi feito para isso. Não há porque duvidar. Mas desaprendemos, porque gerações de mulheres não entram mais em trabalho de parto. As mulheres não sabem mais parir. As mulheres têm medo do parto natural, mas não têm medo de um bisturi. Um bisturi que lhes corta a carne numa agressividade brutal e lhes arranca um feto que estava acolhido no ventre, esperando a hora certa chegar. As mulheres têm medo de parir porque são desencorajadas todos os dias, por todos os motivos, por todos os mitos, por todos que lhes cercam: pela televisão, pelos médicos e enfermeiros, pela prima da amiga da vizinha.






As mulheres são vítimas da desinformação, dos maus conselhos, da mentira, dos mitos. O parto virou uma indústria, com toda a sua mecânica. Tem hora de nascer, tem posição para nascer, tem uma série de procedimentos, de botões, de controles, de papéis e anotações.

E para piorar, o bebê quando nasce entra na linha industrial no mesmo ritmo em que já estava. Nos seus primeiros minutos de vida, ele não é acolhido pela mãe, acalentado, acalmado, amado. É chacoalhado, medido, pesado, carimbado, testado. Colocam-lhe colírio, aspiram-lhe a boca e as narinas, preenchem papéis, dão-lhe notas. Há milênios os bebês nascem com tudo isso que não lhes faz mal: com o vernix sobre a pele, com muco na boca, com os olhos melados, com o cordão interligado. Nunca houve tanta pressa em transformar os recém nascidos em bebês limpos e engomados. Lembro que levei mais de 5h para ter meus filhos em meus braços. Por quê? Para ficarem em um berçário sendo observados por enfermeiras mal formadas, que estão apenas cumprindo horas de trabalho, enquanto nosso filho faz sua estreia no mundo? Não é assim nos países desenvolvidos. Por que nós brasileiras aceitamos este atraso? Nos países desenvolvidos uma taxa aceitável de cesáreas gira em torno de 20%. No Brasil já ultrapassou os 50%.


VOCÊ SABIA?
O maldito colírio que pingam nos primeiros instantes de vida como uma prática rotineira é para "prevenir infecção apenas aos portadores de gonorreia!"
"O bebê ganha cerca de 100ml a mais de sangue pelo cordão umbilical até o terceiro minuto de vida, o que é um volume considerável para um bebê. Esse aporte sanguíneo previne anemia no primeiro ano de vida".
"A verdade é que toda mulher entra em trabalho de parto, mais cedo ou mais tarde. Ela só não vai entrar em trabalho de parto se a operarem antes disso".


Pra quê a pressa?

Lute pelo que é melhor para você. Lute pela chegada natural do seu bebê. Lute pelo seu direito de parir. Lute contra a indústria do parto, contra a pressa do médico, contra os mitos, contra a desinformação.
 
 
 
 
 
 


TRAILER DO FILME



Obs: quando terminar o filme, observe os créditos ao final. Tem uma lista enorme com o nome de um monte de gente. São os "benfeitores", pessoas que colaboraram financeiramente para que o filme fosse para o cinema.



 
 
Este filme deve ser assistido por todas as pessoas maiores de 12 anos que um dia serão pais ou mães ou que um dia poderão ser médicos. A educação e a informação deve começar desde cedo.
 
Assistam!